Thursday, June 10, 2010
Tuesday, June 1, 2010
Sunday, April 18, 2010
A Actividade Física acrescenta Saúde
Durante as últimas décadas tem-se acumulado evidência do benefício da actividade física regular e capacidade física (fitness) na prevenção de morbilidade e mortalidade global e cardiovascular em particular. A actividade física moderada em comparação com o sedentarismo mostrou, em diversos estudos, uma redução da incidência de doença cardiovascular incluindo Doença Isquémica Coronária, Acidente Vascular Cerebral (AVC) , Insuficiência Cardíaca, Diabetes e Hipertensão. Os guidelines para a prevenção primária da doença cardiovascular e AVC da American Heart Association enfatizam a actividade física regular como parte integrante de um estilo de vida saudável. Saliente-se que 70% das mortes por enfarte agudo do miocárdio ocorrem de forma súbita não permitindo a procura de socorro e 60% dos doentes que sofreram AVC morrem ou ficam com incapacidade. Assim a modificação dos factores de risco é a chave da estratégia pública para a redução da morbilidade e mortalidade cardiovascular.
Em parte este efeito favorável da actividade física pode ser atribuído à repercussão favorável nos factores de risco das doenças cardiovasculares: redução da tensão arterial sistólica e diastólica, melhoria do metabolismo lipídico e glicémico, controlo do peso corporal e redução da obesidade abdominal. A actividade física tem ainda uma acção benéfica sobre a função endotelial, sistema nervoso autónomo e acção anti-inflamatória, factores este relevantes na génese e evolução da doença isquémica vascular
Existe importante evidência do efeito da actividade física na redução do risco de alguns cancros tais como cólon e mama, existindo menos evidência mas alguma tendência a protecção do cancro da próstata, pulmão, endométrio, ovário e testículo. Num estudo recente a actividade física estava associada a uma redução de cancro do pulmão em fumadores e ex-fumadores e não se encontrou associação em não fumadores .Estes efeitos protectivos da actividade física na prevenção de neoplasias deve-se em grande parte à modulação imune e acção anti-inflamatória.
A actividade física regular reduz o declínio na função pulmonar devido ao tabaco e reduz o risco de Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) nos fumadores
A actividade física e/ou exercício reduz o impacto do envelhecimento na redução da capacidade aeróbica, anaeróbica e força muscular. O risco de quedas no idosos tem relação com a velocidade de marcha e com a força muscular dos membros inferiores estando documentada a redução do risco de quedas e fracturas osteoporoticas, bem como a manutenção da independência dos idosos, com o treino físico. O nível de fitness tem relação com a mortalidade nos idosos e a actividade física reduz o declínio cognitivo e o risco de demência. Esta é uma área premente dado o aumento da longevidade e o significativo aumento do envelhecimento da população na Europa, incluindo Portugal.
A actividade física reduz ainda a depressão e ansiedade, em termos de prevenção e tratamento.
Os benefícios para a saúde são significativos com uma dose moderada de actividade física pelo que a recomendação mínima para melhoria de saúde e qualidade de vida é de 30 minutos de marcha rápida na maioria (mínimo 5 dias/semana), idealmente em todos os dias da semana. Acrescenta-se que benefícios adicionais são obtidos com maiores doses de actividade física. Existe uma relação dose-resposta entre a actividade física e mortalidade global observada em numerosos estudos. Num destes estudos numa população de 17.000 homens e um follow-up of 16 anos os que dispendiam > 2000 Kcal. /semana de gasto energético apresentaram uma redução de mortalidade de 27% em comparação com os que dispenderam < 2000 Kcal/semana. Este consumo de 2000 Kcal/semana pode ser obtido em 5 horas de marcha rápida/semana. Um aspecto importante desta recomendação é a possibilidade de esta dose se efectuar acumulando parcelas ao longo do dia através de uma variedade de actividades incluindo actividades do dia-a-dia e exercício estruturado. Pode-se ser activo numa variedade de modos integrado nas nossas actividades diárias para além do treino estruturado, e esta mensagem deve ser passada à população. Como exemplo: usar as escadas em vez do elevador, andar mais a pé tal como ir a pé ao café e passear com a família ou o cão, sair numa paragem diferente, estacionar mais longe ou usar menos o automóvel, passar menos tempo sentado ou a ver televisão, fazer jardinagem, pesca, bowling ou outra actividade que envolva movimento e activação muscular, dar passeios de bicicleta. Lembrar contudo que a marcha é sempre uma boa opção pois é fácil de ser adaptada às diferentes capacidades físicas de cada pessoa. Uma estratégia fácil de implementar é a de caminhar à velocidade que já não lhe permite cantar mas permite-lhe falar sem ofegância, ou seja intensidade moderada, confortável.
Existem diferentes recomendações para diferentes objectivos a alcançar tais como: 45 a 60 minutos de marcha por dia para prevenir o excesso ponderal e obesidade e 60 a 90 minutos para prevenção de ganho de peso após emagrecimento.
Em termos de prevenção secundária o exercício mostrou redução de mortalidade após doença cardíaca isquémica e após ICC, da ordem dos 28% e 13-29% respectivamente, pelo que hoje existe recomendação de diversas associações médicas (American Heart Association, European Society Cardiology, American Association CardioVascular and Pulmonar Rehabilitation e American College Cardiology só para nomear algumas de referência) no sentido de os doentes serem submetidos a programas de reabilitação cardíaca incluindo esforço, recomendação esta com um bom nível de evidência pelo que é considerada IA.Também estas associações recomendam actividade física moderada a todos os doentes com doença cardiovascular estabilizada. The Heart Failure Society of America, no seu material educacional, refere que “um dos mais importantes modos de as pessoas com insuficiência cardíaca manterem a sua sensação de bem-estar é manterem-se activas”, e continuam “a chave para se tornar mais activo é progredir lentamente”. Os programas de reabilitação cardíaca melhoram a sintomatologia, a capacidade de esforço, a qualidade de vida, melhoram o controlo de factores de risco, e têm uma acção sobre a função endotelial, acção anti-inflamatória e modulação favorável do sistema neuro-hormonal, promovendo a estabilização ou mesmo regressão da doença coronária e redução da recorrência de doença e mortalidade.
A marcha é o tratamento mais eficaz (aliado claro à abstensão tabágica) na melhoria da distância de marcha no doente com claudicação intermitente por doença vascular periférica.
Também o treino de exercício acarreta benefícios no doente com DPOC nomeadamente redução da sua sintomatologia (dispneia, fadiga), melhoria da capacidade funcional e tolerância ao esforço com redução de incapacidade e invalidez, e melhoria da qualidade de vida com nível de evidência IA. Os guidelines do American College Chest Phisicians, American Thoracic Society e European Respiratory Society recomendam a reabilitação respiratória no tratamento do doente com DPOC e esta recomendação é extensível às doenças respiratórias crónicas em geral. Note-se que a capacidade de esforço é índice de prognóstico nos doentes com DPOC e pode ser melhorada pelo treino de exercício.
A actividade física regular é recomendada no doente com DPOC. Um estudo populacional englobando 2386 doentes mostrou que um nível de actividade física equivalente ou superior a 2 horas/semana de marcha ou bicicleta se associou a uma redução de risco de hospitalização e morte de 30-40%. A mesma autora num estudo incluindo 2818 mulheres com asma brônquica mostrou que o risco exacerbações graves se reduz com o aumento do nível de actividade física.
O exercício faz parte do tratamento da osteoartrose, aspecto este insuficientemente implementado.
É importante lembrar que a urbanização e os transportes levaram a que mais de 60% da população mundial não seja suficientemente activa. Todos conhecemos a epidemia do sedentarismo, obesidade, diabetes, e logo aterosclerose e repercussão da mesma nos diversos sistemas do organismo. Assim este tema tem pertinência acrescida. É um desafio de qualquer profissional de saúde nomeadamente do médico de família que contacta com um número significativo de utentes a implementação de programas educacionais ou motivacionais no sentido da promoção da actividade física e sua manutenção a longo prazo.
Em resumo: a actividade física acrescenta saúde: anos de vida sem doença, mais anos de vida e melhor qualidade de vida e controlo da doença em inúmeras situações clínicas.
A actividade física regular melhora o funcionamento dos sistemas cardiovascular, pulmonar, metabólico, endócrino e imune. Salienta-se o seu efeito benéfico em dois sistemas orgânicos relevantes pela sua importância em termos de Saúde Pública: as doenças cardiovasculares, causa número 1 de mortalidade no mundo com previsões para crescimento em 2020 e as doenças pulmonares, lembrando que a DPOC é actualmente a 5ª causa de morte no mundo e estima-se que venha a crescer para 3ª causa de morte em 2010.
Em parte este efeito favorável da actividade física pode ser atribuído à repercussão favorável nos factores de risco das doenças cardiovasculares: redução da tensão arterial sistólica e diastólica, melhoria do metabolismo lipídico e glicémico, controlo do peso corporal e redução da obesidade abdominal. A actividade física tem ainda uma acção benéfica sobre a função endotelial, sistema nervoso autónomo e acção anti-inflamatória, factores este relevantes na génese e evolução da doença isquémica vascular
Existe importante evidência do efeito da actividade física na redução do risco de alguns cancros tais como cólon e mama, existindo menos evidência mas alguma tendência a protecção do cancro da próstata, pulmão, endométrio, ovário e testículo. Num estudo recente a actividade física estava associada a uma redução de cancro do pulmão em fumadores e ex-fumadores e não se encontrou associação em não fumadores .Estes efeitos protectivos da actividade física na prevenção de neoplasias deve-se em grande parte à modulação imune e acção anti-inflamatória.
A actividade física regular reduz o declínio na função pulmonar devido ao tabaco e reduz o risco de Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) nos fumadores
A actividade física e/ou exercício reduz o impacto do envelhecimento na redução da capacidade aeróbica, anaeróbica e força muscular. O risco de quedas no idosos tem relação com a velocidade de marcha e com a força muscular dos membros inferiores estando documentada a redução do risco de quedas e fracturas osteoporoticas, bem como a manutenção da independência dos idosos, com o treino físico. O nível de fitness tem relação com a mortalidade nos idosos e a actividade física reduz o declínio cognitivo e o risco de demência. Esta é uma área premente dado o aumento da longevidade e o significativo aumento do envelhecimento da população na Europa, incluindo Portugal.
A actividade física reduz ainda a depressão e ansiedade, em termos de prevenção e tratamento.
Os benefícios para a saúde são significativos com uma dose moderada de actividade física pelo que a recomendação mínima para melhoria de saúde e qualidade de vida é de 30 minutos de marcha rápida na maioria (mínimo 5 dias/semana), idealmente em todos os dias da semana. Acrescenta-se que benefícios adicionais são obtidos com maiores doses de actividade física. Existe uma relação dose-resposta entre a actividade física e mortalidade global observada em numerosos estudos. Num destes estudos numa população de 17.000 homens e um follow-up of 16 anos os que dispendiam > 2000 Kcal. /semana de gasto energético apresentaram uma redução de mortalidade de 27% em comparação com os que dispenderam < 2000 Kcal/semana. Este consumo de 2000 Kcal/semana pode ser obtido em 5 horas de marcha rápida/semana. Um aspecto importante desta recomendação é a possibilidade de esta dose se efectuar acumulando parcelas ao longo do dia através de uma variedade de actividades incluindo actividades do dia-a-dia e exercício estruturado. Pode-se ser activo numa variedade de modos integrado nas nossas actividades diárias para além do treino estruturado, e esta mensagem deve ser passada à população. Como exemplo: usar as escadas em vez do elevador, andar mais a pé tal como ir a pé ao café e passear com a família ou o cão, sair numa paragem diferente, estacionar mais longe ou usar menos o automóvel, passar menos tempo sentado ou a ver televisão, fazer jardinagem, pesca, bowling ou outra actividade que envolva movimento e activação muscular, dar passeios de bicicleta. Lembrar contudo que a marcha é sempre uma boa opção pois é fácil de ser adaptada às diferentes capacidades físicas de cada pessoa. Uma estratégia fácil de implementar é a de caminhar à velocidade que já não lhe permite cantar mas permite-lhe falar sem ofegância, ou seja intensidade moderada, confortável.
Existem diferentes recomendações para diferentes objectivos a alcançar tais como: 45 a 60 minutos de marcha por dia para prevenir o excesso ponderal e obesidade e 60 a 90 minutos para prevenção de ganho de peso após emagrecimento.
Em termos de prevenção secundária o exercício mostrou redução de mortalidade após doença cardíaca isquémica e após ICC, da ordem dos 28% e 13-29% respectivamente, pelo que hoje existe recomendação de diversas associações médicas (American Heart Association, European Society Cardiology, American Association CardioVascular and Pulmonar Rehabilitation e American College Cardiology só para nomear algumas de referência) no sentido de os doentes serem submetidos a programas de reabilitação cardíaca incluindo esforço, recomendação esta com um bom nível de evidência pelo que é considerada IA.Também estas associações recomendam actividade física moderada a todos os doentes com doença cardiovascular estabilizada. The Heart Failure Society of America, no seu material educacional, refere que “um dos mais importantes modos de as pessoas com insuficiência cardíaca manterem a sua sensação de bem-estar é manterem-se activas”, e continuam “a chave para se tornar mais activo é progredir lentamente”. Os programas de reabilitação cardíaca melhoram a sintomatologia, a capacidade de esforço, a qualidade de vida, melhoram o controlo de factores de risco, e têm uma acção sobre a função endotelial, acção anti-inflamatória e modulação favorável do sistema neuro-hormonal, promovendo a estabilização ou mesmo regressão da doença coronária e redução da recorrência de doença e mortalidade.
A marcha é o tratamento mais eficaz (aliado claro à abstensão tabágica) na melhoria da distância de marcha no doente com claudicação intermitente por doença vascular periférica.
Também o treino de exercício acarreta benefícios no doente com DPOC nomeadamente redução da sua sintomatologia (dispneia, fadiga), melhoria da capacidade funcional e tolerância ao esforço com redução de incapacidade e invalidez, e melhoria da qualidade de vida com nível de evidência IA. Os guidelines do American College Chest Phisicians, American Thoracic Society e European Respiratory Society recomendam a reabilitação respiratória no tratamento do doente com DPOC e esta recomendação é extensível às doenças respiratórias crónicas em geral. Note-se que a capacidade de esforço é índice de prognóstico nos doentes com DPOC e pode ser melhorada pelo treino de exercício.
A actividade física regular é recomendada no doente com DPOC. Um estudo populacional englobando 2386 doentes mostrou que um nível de actividade física equivalente ou superior a 2 horas/semana de marcha ou bicicleta se associou a uma redução de risco de hospitalização e morte de 30-40%. A mesma autora num estudo incluindo 2818 mulheres com asma brônquica mostrou que o risco exacerbações graves se reduz com o aumento do nível de actividade física.
O exercício faz parte do tratamento da osteoartrose, aspecto este insuficientemente implementado.
É importante lembrar que a urbanização e os transportes levaram a que mais de 60% da população mundial não seja suficientemente activa. Todos conhecemos a epidemia do sedentarismo, obesidade, diabetes, e logo aterosclerose e repercussão da mesma nos diversos sistemas do organismo. Assim este tema tem pertinência acrescida. É um desafio de qualquer profissional de saúde nomeadamente do médico de família que contacta com um número significativo de utentes a implementação de programas educacionais ou motivacionais no sentido da promoção da actividade física e sua manutenção a longo prazo.
Em resumo: a actividade física acrescenta saúde: anos de vida sem doença, mais anos de vida e melhor qualidade de vida e controlo da doença em inúmeras situações clínicas.
A actividade física regular melhora o funcionamento dos sistemas cardiovascular, pulmonar, metabólico, endócrino e imune. Salienta-se o seu efeito benéfico em dois sistemas orgânicos relevantes pela sua importância em termos de Saúde Pública: as doenças cardiovasculares, causa número 1 de mortalidade no mundo com previsões para crescimento em 2020 e as doenças pulmonares, lembrando que a DPOC é actualmente a 5ª causa de morte no mundo e estima-se que venha a crescer para 3ª causa de morte em 2010.
Wednesday, February 10, 2010
Great people, great rehab! Thank you!
Sometimes we just do our jobs, with our heart and with our believes and unexpectedly at new places and unscheduled times little sparks happen. Thank you for this bit of "rehab magic"! Nonetheless the organization was flawless Dr Maltais and myself were pampered by both Paula A. and Paula S. and their friends. Thank you again and please come and visit us too!
Now I am back to my busy schedule and as my Jet lag is still affecting my sleep I take the time to write these few lines... too early to call this morning!!! Québec was waiting for us with great sunshine and a cool temperature. The winter Carnaval is currently giving a festive look too the old town which is always wonderful! So that is it for now, receive my best from the North!! :-)
Monday, December 28, 2009
NATAL na ALDEIA
É uma casa de aldeia
Mas bonita de morrer
Ninguém me tira da ideia
Que nos dá um bom viver
É de frio este Natal
Mas quente é a nossa lareira
Não nos virá grande mal
Vivermos desta maneira
É tempo de paz e alegria
De amor e harmonia
Mas Natal Bom, bom eu diria
Só se a neve cair um dia.
Mas bonita de morrer
Ninguém me tira da ideia
Que nos dá um bom viver
É de frio este Natal
Mas quente é a nossa lareira
Não nos virá grande mal
Vivermos desta maneira
É tempo de paz e alegria
De amor e harmonia
Mas Natal Bom, bom eu diria
Só se a neve cair um dia.
Sunday, December 13, 2009
Nesta época de Natal: "O valor da Amizade"
Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.
Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer, Um do outro se há-de lembrar.
Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.
Pode ser que um dia n~so mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.
Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.
Há duas formas para viver a vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.
Albert Einstein
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.
Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer, Um do outro se há-de lembrar.
Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.
Pode ser que um dia n~so mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.
Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.
Há duas formas para viver a vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.
Albert Einstein
Tuesday, December 8, 2009
Sobre as reformas...
Ainda não percebi se este País quer que os funcionários públicos se reformem mais cedo, ou se pelo contrário querem que se mantenham a trabalhar até mais tarde na idade de modo a não sobrecarregar o nosso Sistema. Aparentemente dado o aumento da longevidade e logo a possível falência do Sistema seria a segunda opção a correcta. E realmente existe penalização monetária sempre que se proponham reformas antecipadas. Contudo ganha-se mais saindo já com penalização do que mais tarde sem penalização (supostamente então com a reforma completa) mas com a nova fórmula para determinação do vencimento na reforma!!! E é um vêr se te avias de pedidos de reforma antecipada para quem chega aos 60 anos!
Mas afinal, como País, como Sociedade, afinal o que queremos? Que mensagem queremos passar quando quem decide continuar a trabalhar irá ser prejudicado em termos monetários na sua pensão de velhice, em relação aos que espertos se antecipam, descansam mais e são recompensados na sua preguiça com mais dinheiro??? Será que os nossos governantes andam loucos, ou nós andamos de olhos fechados?
Mas afinal, como País, como Sociedade, afinal o que queremos? Que mensagem queremos passar quando quem decide continuar a trabalhar irá ser prejudicado em termos monetários na sua pensão de velhice, em relação aos que espertos se antecipam, descansam mais e são recompensados na sua preguiça com mais dinheiro??? Será que os nossos governantes andam loucos, ou nós andamos de olhos fechados?
Monday, December 7, 2009
Vem aí o Natal!


Pois passaram-se 2 meses e o tempo voou, Vem aí o Natal novamente!
Nestes 2 meses, trabalho, mais trabalho, mais trabalho.... mas sobrou claro algum tempo para as leituras, para o TaiChi, para ir à aldeia.... só que não há muito a dizer sobre tudo isso.
Mas vem aí o Natal, tempo de luz, côr e alegria, mesmo quando nos põe tristes....
BOAS FESTAS para todos
Sunday, September 27, 2009
Viver protegendo-se de Cancro
INTRODUÇÃO:
A prevalência ao longo da vida de cancro é 1 em cada 3 mulheres e 1 em cada 2 homens. Assim é extremamente frequente embora apareça sobretudo nas idades mais avançadas: 76% dos cancros diagnosticam-se em pessoas com ou mais de 55 anos (1).
Apesar de existir uma predisposição genética de risco de cancro sabe-se actualmente que factores relacionados com o estilo de vida influenciam de forma relevante o seu aparecimento. Assim:
· 1/3 de todos os cancros associam-se à exposição ao tabaco
· 1/3 de todos os cancros podem ser relacionados com erros de nutrição e falta de actividade física incluindo excesso de peso e obesidade.
Este conhecimento deixa uma porta aberta para a prevenção através de escolhas de hábitos de vida saudáveis que nos previnem destas doenças bem como das doenças cardiovasculares e diabetes.
O tratamento das neoplasias envolve cirurgia, radiação, quimioterapia, hormonoterapia e imunoterapia. Cada doente é diferente pelo que a decisão e escolha de tratamentos é quase sempre diversa e compete ao seu médico (habitualmente existe um grupo de médicos que se debruçam sobre o seu problema).
Sempre que for submetido a algum tratamento pense que é mais 1 passo na sua melhoria destruindo as células anormais e melhorando o seu sistema de defesa.
O nosso organismo produz células defeituosas e os nossos mecanismos de defesa (sistema imunitário) destrói-as. Na maior parte das vezes este sistema funciona, mas por vezes desequilibra-se e desenvolvem-se tumores. Tenha esperança pois a maior parte das vezes a doença é controlada e muitas vezes curada com os tratamentos. Não existe qualquer método alternativo para curar o cancro mas os seus hábitos de vida podem ajudar a preveni-lo e tratá-lo. Não se substituem contudo aos tratamentos convencionais que a Medicina lhe proporciona e que se têm vindo a desenvolver sendo cada vez mais eficazes.Tabagismo:
90% dos cancros do pulmão estão associados ao tabaco(1). Cerca de 10% de cancro do pulmão está associado a exposição a radiações e tóxicos.
O Tabaco é responsável por:
30% das mortes por cancro; 90% das mortes por cancro no pulmão; 97% do cancro da laringe; (25% das mortes por doença do coração); (85% das mortes por bronquite e enfisema); (25% das mortes por derrame cerebral) 50% dos casos de cancro de pele.
O tabaco está associado a um aumento de risco de uma diversidade de cancros. Dos quase 5 000 componentes do tabaco, mais de 50 demonstraram ser carcinogénicos. Estima-se que 30% de todos os cancros, em países desenvolvidos, estão relacionados com o tabaco:
· Cancro do pulmão.
· Cancro da cavidade oral (lábios, boca, língua), laringe e faringe.
· Cancro do esófago.
· Cancro do pâncreas.
· Cancro da bexiga e rins.
· Cancro do colo do útero.
Não fume ou deixe de fumar.
A cessação tabágica é a melhor estratégia para a prevenção desta e doutras doenças (nomeadamente também as doenças cardiovasculares).
VALE SEMPRE A PENA DEIXAR DE FUMAR.
Actividade Física:
Existe de forma conclusiva uma relação inversa entre o nível de actividade física e a incidência de cancro do cólon e da mama (2). A protecção contra estes dois tipos de cancro com a actividade física é muito evidente nos estudos clínicos e populacionais.
Existe ainda uma relação possível e provável (os estudos não são ainda completamente definitivos) sobre a protecção de cancro do pulmão, do endométrio e da próstata com a actividade física (3).
Um estudo recente demonstra que a actividade física acarreta uma redução de risco de cancro do pulmão, especialmente nas pessoas fumadoras ou ex-fumadoras (4). Neste estudo caminhar pelo menos 20 minutos pelo menos 5 dias na semana de forma moderada (de forma a aumentar a sua pulsação, um pouco a sua respiração e levando a alguma sudação) mostrou acarretar protecção contra o cancro do pulmão (4).
A actividade física é toda a actividade que envolve contracção muscular. Assim são exemplos: marcha ou caminhada, andar de bicicleta, subir escadas, dançar, nadar, …
Se já lhe foi diagnosticado alguma neoplasia ou cancro deverá manter um bom nível de actividade física. A actividade física após cancro da mama e do cólon mostrou nos estudos efectuados proteger e melhorar o prognóstico com diminuição da mortalidade e das recorrências da doença.
É recomendação da Sociedade Americana de Cancro que todos os indivíduos sobreviventes de cancro devam efectuar 30 a 60 minutos de actividade física moderada ou intensa pelo menos 5 dias na semana (5).
Contudo os tratamentos a que foi submetido podem acarretar-lhe algumas dificuldades. Assim recomendam-se algumas precauções:
· Se está a efectuar quimioterapia é prudente que não se exercite no dia do tratamento (24h). Alguns tratamentos afectam os pulmões e o coração pelo que deve informar-se junto do médico sobre a segurança do exercício. Pode procurar um programa de reabilitação específico (embora não estejam em Portugal muito divulgados). É necessário também saber da reacção do seu sangue aos tratamentos já que anemia grave ou plaquetas e leucócitos muito baixos podem contra-indicar o exercício. Se estiver febril ou tiver dores ósseas não se exercite.
Contudo não desista e informe-se pois a actividade física melhora as náuseas, fadiga e ansiedade permitindo-lhe uma melhor qualidade de vida.
Deve ser prudente: o exercício deve ser leve a moderado (por exemplo um passeio). Beba bastante água para evitar desidratação.
· Se tem linfedema (por exemplo bastante frequente no braço após algumas cirurgias por cancro da mama) deve usar a manga ou meia de compressão elástica durante o exercício.
· Não se aconselha natação se tem um cateter para tratamento ou tubo de alimentação ou se está a efectuar radioterapia.
· Se tem metástases nos ossos não faça jogging, desportos com saltos ou de contacto.
A actividade física tem o potencial de influenciar o risco de cancro através de vários mecanismos incluindo: melhoria de circulação e ventilação, balanço energético e controlo do peso, melhoria imunológica, redução do dano oxidativo e neutralização de radicais livres, e possivelmente melhoria da reparação de ADN (2).
Se vai iniciar actividade física:
Comece lenta e moderadamente: exemplo inicie por apenas 10 minutos de marcha e aumente por exemplo 5 minutos cada 3 dias. Exercite-se contudo regularmente, se possível diariamente. Se não gosta de caminhar inicie outros exercícios suaves como por exemplo Tai-Chi que também induz relaxamento e permite-lhe entrar para um grupo que poderá servir-lhe de suporte e encorajamento.
Alimentação:
Uma alimentação saudável escolhendo os alimentos da roda dos alimentos protege-nos não só das doenças cardiovasculares mas também dos cancros.
O consumo de sal, álcool, e carnes vermelhas nomeadamente em alimentos processados (bacon, salsichas, …) e fumados e carnes vermelhas grelhadas queimadas (produzem-se substâncias carcinogéneas) mostrou estar associado a um risco aumentado de alguns cancros, nomeadamente colorectal e estômago (5).
Uma alimentação rica em vegetais e frutos é protectiva (reduz o risco) de cancro em global e nomeadamente do cancro colorectal, estômago, esófago e pulmão. Apesar da relação muito estreita e significativa entre o tabaco e o cancro do pulmão sabe-se que o cancro do pulmão tb é protegido por uma alimentação rica em frutos e vegetais e, pelo contrário, uma alimentação rica em carnes vermelhas e álcool é possivelmente de risco (4).
Contudo os suplementos vitamínicos não são benéficos e existem alguns estudos que demonstram serem prejudiciais (5).
Coma as couves, os alhos, outros vegetais, frutos com relevância para os frutos pequenos de bagas (amoras, morangos, framboesas, mirtilos) e citrinos, e esqueça a procura de suplementos e curas milagrosas nas ervanárias.
As ervas aromáticas também são alimentos saudáveis e potencialmente protectivos.
Beba água em abundância
O excesso de peso e obesidade também predispõe às neoplasias (14 a 20% da mortalidade relacionada com o cancro relaciona-se com excesso de peso: nomeadamente nos cancros da mama, cólon, esófago, endométrio e rim) pelo que deve controlar o seu peso (1).
Bibliografia:
1. American Cancer Society. Cancer facts and figures 2006. 2006
2. ACSM’s Guidelines for exercise testing and Prescriptions, 8th edition. 2009.
3. Thune, Furberg. Physical activity and cancer risk: dose-response and cancer, all sites and site-specific. Med Sci Sports Exerc. 2001; 33:S530-550.
4. Michael F. Leitzmann; Corinna Koebnick; Christian C. Abnet; Neal D. Freedman; Yikyung Park; Albert Hollenbeck; Rachel Ballard-Barbash; Arthur Schatzkin. Prospective Study of Physical Activity and Lung Cancer by Histologic Type in Current, Former, and Never Smokers. Am J Epidemiology. 2009
5. Doyle, Kushi, Byers. 2006. Nutrition, Physical activity and Cancer survivorship advisory committee. Nutrition and Physical Activity during and after cancer treatment: an American Cancer Society guide for informed choices. CA Cancer J Clin 2006; 56: 323-53.
A prevalência ao longo da vida de cancro é 1 em cada 3 mulheres e 1 em cada 2 homens. Assim é extremamente frequente embora apareça sobretudo nas idades mais avançadas: 76% dos cancros diagnosticam-se em pessoas com ou mais de 55 anos (1).
Apesar de existir uma predisposição genética de risco de cancro sabe-se actualmente que factores relacionados com o estilo de vida influenciam de forma relevante o seu aparecimento. Assim:
· 1/3 de todos os cancros associam-se à exposição ao tabaco
· 1/3 de todos os cancros podem ser relacionados com erros de nutrição e falta de actividade física incluindo excesso de peso e obesidade.
Este conhecimento deixa uma porta aberta para a prevenção através de escolhas de hábitos de vida saudáveis que nos previnem destas doenças bem como das doenças cardiovasculares e diabetes.
O tratamento das neoplasias envolve cirurgia, radiação, quimioterapia, hormonoterapia e imunoterapia. Cada doente é diferente pelo que a decisão e escolha de tratamentos é quase sempre diversa e compete ao seu médico (habitualmente existe um grupo de médicos que se debruçam sobre o seu problema).
Sempre que for submetido a algum tratamento pense que é mais 1 passo na sua melhoria destruindo as células anormais e melhorando o seu sistema de defesa.
O nosso organismo produz células defeituosas e os nossos mecanismos de defesa (sistema imunitário) destrói-as. Na maior parte das vezes este sistema funciona, mas por vezes desequilibra-se e desenvolvem-se tumores. Tenha esperança pois a maior parte das vezes a doença é controlada e muitas vezes curada com os tratamentos. Não existe qualquer método alternativo para curar o cancro mas os seus hábitos de vida podem ajudar a preveni-lo e tratá-lo. Não se substituem contudo aos tratamentos convencionais que a Medicina lhe proporciona e que se têm vindo a desenvolver sendo cada vez mais eficazes.Tabagismo:
90% dos cancros do pulmão estão associados ao tabaco(1). Cerca de 10% de cancro do pulmão está associado a exposição a radiações e tóxicos.
O Tabaco é responsável por:
30% das mortes por cancro; 90% das mortes por cancro no pulmão; 97% do cancro da laringe; (25% das mortes por doença do coração); (85% das mortes por bronquite e enfisema); (25% das mortes por derrame cerebral) 50% dos casos de cancro de pele.
O tabaco está associado a um aumento de risco de uma diversidade de cancros. Dos quase 5 000 componentes do tabaco, mais de 50 demonstraram ser carcinogénicos. Estima-se que 30% de todos os cancros, em países desenvolvidos, estão relacionados com o tabaco:
· Cancro do pulmão.
· Cancro da cavidade oral (lábios, boca, língua), laringe e faringe.
· Cancro do esófago.
· Cancro do pâncreas.
· Cancro da bexiga e rins.
· Cancro do colo do útero.
Não fume ou deixe de fumar.
A cessação tabágica é a melhor estratégia para a prevenção desta e doutras doenças (nomeadamente também as doenças cardiovasculares).
VALE SEMPRE A PENA DEIXAR DE FUMAR.
Actividade Física:
Existe de forma conclusiva uma relação inversa entre o nível de actividade física e a incidência de cancro do cólon e da mama (2). A protecção contra estes dois tipos de cancro com a actividade física é muito evidente nos estudos clínicos e populacionais.
Existe ainda uma relação possível e provável (os estudos não são ainda completamente definitivos) sobre a protecção de cancro do pulmão, do endométrio e da próstata com a actividade física (3).
Um estudo recente demonstra que a actividade física acarreta uma redução de risco de cancro do pulmão, especialmente nas pessoas fumadoras ou ex-fumadoras (4). Neste estudo caminhar pelo menos 20 minutos pelo menos 5 dias na semana de forma moderada (de forma a aumentar a sua pulsação, um pouco a sua respiração e levando a alguma sudação) mostrou acarretar protecção contra o cancro do pulmão (4).
A actividade física é toda a actividade que envolve contracção muscular. Assim são exemplos: marcha ou caminhada, andar de bicicleta, subir escadas, dançar, nadar, …
Se já lhe foi diagnosticado alguma neoplasia ou cancro deverá manter um bom nível de actividade física. A actividade física após cancro da mama e do cólon mostrou nos estudos efectuados proteger e melhorar o prognóstico com diminuição da mortalidade e das recorrências da doença.
É recomendação da Sociedade Americana de Cancro que todos os indivíduos sobreviventes de cancro devam efectuar 30 a 60 minutos de actividade física moderada ou intensa pelo menos 5 dias na semana (5).
Contudo os tratamentos a que foi submetido podem acarretar-lhe algumas dificuldades. Assim recomendam-se algumas precauções:
· Se está a efectuar quimioterapia é prudente que não se exercite no dia do tratamento (24h). Alguns tratamentos afectam os pulmões e o coração pelo que deve informar-se junto do médico sobre a segurança do exercício. Pode procurar um programa de reabilitação específico (embora não estejam em Portugal muito divulgados). É necessário também saber da reacção do seu sangue aos tratamentos já que anemia grave ou plaquetas e leucócitos muito baixos podem contra-indicar o exercício. Se estiver febril ou tiver dores ósseas não se exercite.
Contudo não desista e informe-se pois a actividade física melhora as náuseas, fadiga e ansiedade permitindo-lhe uma melhor qualidade de vida.
Deve ser prudente: o exercício deve ser leve a moderado (por exemplo um passeio). Beba bastante água para evitar desidratação.
· Se tem linfedema (por exemplo bastante frequente no braço após algumas cirurgias por cancro da mama) deve usar a manga ou meia de compressão elástica durante o exercício.
· Não se aconselha natação se tem um cateter para tratamento ou tubo de alimentação ou se está a efectuar radioterapia.
· Se tem metástases nos ossos não faça jogging, desportos com saltos ou de contacto.
A actividade física tem o potencial de influenciar o risco de cancro através de vários mecanismos incluindo: melhoria de circulação e ventilação, balanço energético e controlo do peso, melhoria imunológica, redução do dano oxidativo e neutralização de radicais livres, e possivelmente melhoria da reparação de ADN (2).
Se vai iniciar actividade física:
Comece lenta e moderadamente: exemplo inicie por apenas 10 minutos de marcha e aumente por exemplo 5 minutos cada 3 dias. Exercite-se contudo regularmente, se possível diariamente. Se não gosta de caminhar inicie outros exercícios suaves como por exemplo Tai-Chi que também induz relaxamento e permite-lhe entrar para um grupo que poderá servir-lhe de suporte e encorajamento.
Alimentação:
Uma alimentação saudável escolhendo os alimentos da roda dos alimentos protege-nos não só das doenças cardiovasculares mas também dos cancros.
O consumo de sal, álcool, e carnes vermelhas nomeadamente em alimentos processados (bacon, salsichas, …) e fumados e carnes vermelhas grelhadas queimadas (produzem-se substâncias carcinogéneas) mostrou estar associado a um risco aumentado de alguns cancros, nomeadamente colorectal e estômago (5).
Uma alimentação rica em vegetais e frutos é protectiva (reduz o risco) de cancro em global e nomeadamente do cancro colorectal, estômago, esófago e pulmão. Apesar da relação muito estreita e significativa entre o tabaco e o cancro do pulmão sabe-se que o cancro do pulmão tb é protegido por uma alimentação rica em frutos e vegetais e, pelo contrário, uma alimentação rica em carnes vermelhas e álcool é possivelmente de risco (4).
Contudo os suplementos vitamínicos não são benéficos e existem alguns estudos que demonstram serem prejudiciais (5).
Coma as couves, os alhos, outros vegetais, frutos com relevância para os frutos pequenos de bagas (amoras, morangos, framboesas, mirtilos) e citrinos, e esqueça a procura de suplementos e curas milagrosas nas ervanárias.
As ervas aromáticas também são alimentos saudáveis e potencialmente protectivos.
Beba água em abundância
O excesso de peso e obesidade também predispõe às neoplasias (14 a 20% da mortalidade relacionada com o cancro relaciona-se com excesso de peso: nomeadamente nos cancros da mama, cólon, esófago, endométrio e rim) pelo que deve controlar o seu peso (1).
Bibliografia:
1. American Cancer Society. Cancer facts and figures 2006. 2006
2. ACSM’s Guidelines for exercise testing and Prescriptions, 8th edition. 2009.
3. Thune, Furberg. Physical activity and cancer risk: dose-response and cancer, all sites and site-specific. Med Sci Sports Exerc. 2001; 33:S530-550.
4. Michael F. Leitzmann; Corinna Koebnick; Christian C. Abnet; Neal D. Freedman; Yikyung Park; Albert Hollenbeck; Rachel Ballard-Barbash; Arthur Schatzkin. Prospective Study of Physical Activity and Lung Cancer by Histologic Type in Current, Former, and Never Smokers. Am J Epidemiology. 2009
5. Doyle, Kushi, Byers. 2006. Nutrition, Physical activity and Cancer survivorship advisory committee. Nutrition and Physical Activity during and after cancer treatment: an American Cancer Society guide for informed choices. CA Cancer J Clin 2006; 56: 323-53.
Monday, August 24, 2009
Quanto vale uma canastra...
Hoje fui à Feira de Oliveira de Frades. Ainda lembrava as feiras antigas, embora não tenha encontrado socos e tive muito que procurar para comprar 2 aventais como os antigos.
Mas ainda encontrei as tradicionais panelas de ferro e a loiça de barro e, sorte das sortes!, uma canastra. O vendedor aparentava os seus 80-90 anos, perguntei-lhe se era ele que as fazia ao que me respondeu que sim, e quando lhe perguntei quem as fará quando morrer encolheu os ombros e a vizinha que lhe estava ao lado afirmou que desaparecerão.
Custou-me 15 euros a minha canastra! Lembro-me de o meu avô as fazer: cortar a árvore, fazer as tiras de madeira, entrelaçá-las, ... uma arte executada ao lado da lareira, no intervalo da lida do campo e do cuidado do gado. Depois andava grandes extensões para as vender ou entregar aos clientes (não me lembro de as vender nas feiras, eram trabalhos de encomenda de outros lavradores que as usavam nas lidas da agricultura).
E afinal quanto vale uma canastra?
Mas ainda encontrei as tradicionais panelas de ferro e a loiça de barro e, sorte das sortes!, uma canastra. O vendedor aparentava os seus 80-90 anos, perguntei-lhe se era ele que as fazia ao que me respondeu que sim, e quando lhe perguntei quem as fará quando morrer encolheu os ombros e a vizinha que lhe estava ao lado afirmou que desaparecerão.
Custou-me 15 euros a minha canastra! Lembro-me de o meu avô as fazer: cortar a árvore, fazer as tiras de madeira, entrelaçá-las, ... uma arte executada ao lado da lareira, no intervalo da lida do campo e do cuidado do gado. Depois andava grandes extensões para as vender ou entregar aos clientes (não me lembro de as vender nas feiras, eram trabalhos de encomenda de outros lavradores que as usavam nas lidas da agricultura).
E afinal quanto vale uma canastra?
Saturday, August 15, 2009
Livro do mês: "O fim da Comida" de Paul Roberts
Uma abordagem muito interessante da economia alimentar e a sua sustentabilidade (ou falta dela).
Leiam!
Leiam!
Sunday, June 28, 2009
Livro do mês: "O fantasma sai de cena" de Phillop Roth
Um pequeno excerto:
"Que me surpreendeu mais nos meus primeiros dias de deambulação pela cidade? A coisa mais óbvia - os telemóveis. (...) Lembrei-me de uma Nova Yorque em que as únicas pessoas que subiam a Broadway parecendo que iam a falar sozinhas eram malucas. Que tinha acontecido nestes dez anos para que de repente houvesse tanto para dizer -tanto e tão urgente que não pudesse esperar para ser dito? (...) não podia deixar de me perguntar o que seria que antes refreava as pessoas e agora tinha desaparecido a ponto de as levar a falar constantemente para dentro de um telefone em vez de passearem sem terem ninguém a vigiá-las, momentaneamente solitárias, assimilando as ruas através dos seus sentidos animais e pensando as miríades de pensamentos que as actividades de uma cidade inspiram. Para mim, aquilo fazia as ruas parecerem cómicas e as pessoas ridículas. E no entanto também me parecia uma verdadeira tragédia. Erradicar a experiência da separação não pode deixar de ter um efeito dramático. Quais serão as consequências? Sabemos que podemos contactar a outra pessoa em qualquer altura, e se não pudermos ficamos impacientes - impacientes e furiosos como pequenos deuses estúpidos. Percebi que o silêncio de fundo tinha sido abolido há muito dos restaurantes, elevadores e estádios, mas que a imensa solidão dos seres humanos tivesse de produzir neles esta ilimitada necessidade de se fazerem ouvir, e a concomitante indiferença ao facto de serem ouvidos por quem quer que fosse -bem, eu, que tinha passado grande parte da minha vida na era da cabina telefónica, com sólidas portas de dobrar que permitiam fechá-la bem fechada, fiquei impressionado com toda esta falta de privacidade (...)
"Que me surpreendeu mais nos meus primeiros dias de deambulação pela cidade? A coisa mais óbvia - os telemóveis. (...) Lembrei-me de uma Nova Yorque em que as únicas pessoas que subiam a Broadway parecendo que iam a falar sozinhas eram malucas. Que tinha acontecido nestes dez anos para que de repente houvesse tanto para dizer -tanto e tão urgente que não pudesse esperar para ser dito? (...) não podia deixar de me perguntar o que seria que antes refreava as pessoas e agora tinha desaparecido a ponto de as levar a falar constantemente para dentro de um telefone em vez de passearem sem terem ninguém a vigiá-las, momentaneamente solitárias, assimilando as ruas através dos seus sentidos animais e pensando as miríades de pensamentos que as actividades de uma cidade inspiram. Para mim, aquilo fazia as ruas parecerem cómicas e as pessoas ridículas. E no entanto também me parecia uma verdadeira tragédia. Erradicar a experiência da separação não pode deixar de ter um efeito dramático. Quais serão as consequências? Sabemos que podemos contactar a outra pessoa em qualquer altura, e se não pudermos ficamos impacientes - impacientes e furiosos como pequenos deuses estúpidos. Percebi que o silêncio de fundo tinha sido abolido há muito dos restaurantes, elevadores e estádios, mas que a imensa solidão dos seres humanos tivesse de produzir neles esta ilimitada necessidade de se fazerem ouvir, e a concomitante indiferença ao facto de serem ouvidos por quem quer que fosse -bem, eu, que tinha passado grande parte da minha vida na era da cabina telefónica, com sólidas portas de dobrar que permitiam fechá-la bem fechada, fiquei impressionado com toda esta falta de privacidade (...)
Sunday, June 21, 2009
Sunday, June 7, 2009
Livro do mês:
"A hora do lobo" de Jiang Rong
Fala-nos de um mundo que já não existe: a vida nómada na estepe da Mongólia. Fala-nos ainda de coragem, honra, espiritualidade, em contraponto à cobardia, facilitismo, monotonia.
É sobretudo um livro comovente
Fala-nos de um mundo que já não existe: a vida nómada na estepe da Mongólia. Fala-nos ainda de coragem, honra, espiritualidade, em contraponto à cobardia, facilitismo, monotonia.
É sobretudo um livro comovente
Monday, May 25, 2009
Livro do mês:
DEAF SENTENCE, de David Lodge
Muito interessante e bem escrito. Actual. Um dos meus autores preferidos.
Transcrevo uma pequena passagem:
"To me the honour is sufficient of belonging to the universe -such a great universe, and so great a scheme of things. Not even Death can rob me of that honour. For nothing can alter the fact that I have lived; I have been I, if for ever so short a time. And when I am dead, the matter with composes my body is indestructible - and eternal, so that come what may to my "Soul", my dust will always be going on, each separate atom of me playing its separate part - I shall still have some sort of finger in the pie. When I am dead, you can boil me, burn me, drown me, scatter me - but you cannot destroy me: my little atoms would merely deride such heavy vengeance. Death can do no more than kill you."
Tambem não percam "Small World" do mesmo autor, um dos meus livros favoritos
Muito interessante e bem escrito. Actual. Um dos meus autores preferidos.
Transcrevo uma pequena passagem:
"To me the honour is sufficient of belonging to the universe -such a great universe, and so great a scheme of things. Not even Death can rob me of that honour. For nothing can alter the fact that I have lived; I have been I, if for ever so short a time. And when I am dead, the matter with composes my body is indestructible - and eternal, so that come what may to my "Soul", my dust will always be going on, each separate atom of me playing its separate part - I shall still have some sort of finger in the pie. When I am dead, you can boil me, burn me, drown me, scatter me - but you cannot destroy me: my little atoms would merely deride such heavy vengeance. Death can do no more than kill you."
Tambem não percam "Small World" do mesmo autor, um dos meus livros favoritos
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